terça-feira, agosto 16, 2011

550 Visitas em 48 horas

Caros Amigos Ouvintes,
Não posso deixar de assinalar as 550 visitas que o último texto "Felizmente há Luar" teve em apenas 2 dias.
550 visitas em 2 dias promete luar...
Obrigado Amigos Ouvintes
Até já

sábado, agosto 13, 2011

Felizmente há Luar

Boas tardes Amigos Ouvintes.
Hoje trago-vos um pouco de história como introdução a mais uma saga das Camionetas.
Vamos a isso? Em frente então.
Em 1817 tem lugar nesta pátria Lusa a chamada “Conspiração de Gomes Freire”.
E o que foi a dita conspiração, perguntam os Amigos Ouvintes.
A “Conspiração de Gomes Freire”, encabeçada pelo próprio, Gomes Freire de Andrade, teve como objectivo último a deposição do Príncipe regente João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança, mais tarde conhecido por Rei D. João VI
E quem foi este homem a quem a História intitulou de “O Clemente”.
Todos os autores, baseando-se nos depoimentos daqueles que o conheceram de perto, falam de um Rei cheio de bondade, carácter e afabilidade, com visão de estadista, resguardando a coroa portuguesa das humilhações sofridas por outras monarquias europeias, além de enfatizar o senso de responsabilidade política e as preocupações sociais do monarca.
Enquadrados? Continuemos.
A tal intentona não leva a melhor, e depois de muito sofrimento por parte do povo, os seus líderes, que queriam criar um poder absoluto e sem carácter, são apanhados e condenados à morte.
Antevendo muitas execuções, pois era preciso cortar o mal pela raiz, D. João VI faz uma nota ao superintendente da polícia, D. Miguel Pereira Forjaz, ordenando que este prolongue as execuções pela noite fora de modo a garantir o extermínio dos revoltosos.
Dizia a nota -
“É verdade que a execução se prolongará pela noite, mas felizmente há luar”.
E é com base nesta belíssima frase que iniciamos hoje mais uma história inverosímil da camionagem.
Apertem os cintos e aí vamos nós, sempre à luz da lua.
Os tempos corriam cada vez mais estranhos na CACA.
Os camionistas em geral já não acreditavam, nem nos druidas, nem nas suas poções mágicas.
O descrédito era total e os druidas tinham consciência que tinham perdido a maior parte dos Condutores.
É certo que estes líderes ao terem iniciado funções, muitos tinham enganado, pois eram vistos como “dos nossos”, gente conhecida, em quem se podia confiar, pois eram amáveis, fraternos e amigos.
Possuíam portanto todas as qualidades de um Golden Retriever, mas em duas patas, sempre com aquele sorriso amigo e o ar risonho e pateta de quem nos quer afagar e ser nosso amigo.
Sem dentadas.
Mas as dentadas viriam, se viriam.
Vamos desenvolver a história e já vão ver.
Adiante.
O tempo vai passando, os druidas vão-se sentando melhor e eis que os caninos vão aguçando, qual filme de lobisomem juvenil série B.
A crise económica para que entretanto o país vai sendo arrastado, não ajuda, pois perante tal hecatombe financeira, o melhor caminho para a carteira seria o apego incondicional às cadeiras druidais, custasse o que custasse.
Nem que custasse amigos, honestidade intelectual, e coluna vertebral.
Mais hérnia, menos hérnia, a coisa havia de se arranjar e mais vale kwanzas no bolso à tripa forra que o seguro depois logo paga o tratamento à cervical.
Fazendo lembrar inclusive, mais um episódio da nossa história em que os seguidores de D. Miguel, irmão/inimigo de D. João VI eram apelidados de “Os Corcundas”, por baixarem a cerviz, fazendo vénias ao poder real absoluto.
Assim, as atitudes dos nossos “Corcundas” foram-se alterando com casos a sucederem-se.
Perseguições, delações, tratamentos diferenciados, e nenhuma vergonha na cara eram os motes da conspiração que estes druidas "Corcundas" levavam a cabo.
Conspiração contra a decência, a moral e a vergonha. O vale tudo estava instalado.
E valia mesmo.
O druida grande, segunda figura na hierarquia do poder, era na realidade o cabecilha da coisa, levando por arrasto os druidas chefes da camionagem pesada e da ligeira.
O da pesada, rapaz outrora visto como um tipo fiável e amigo, já não enganava ninguém.
Mostrava-se indignado em sessões da UPA em que era confrontado com recibos de kwanzas extra, e fazia a fuga para a frente ancorado em tecnicidades sobre a obtenção desses mesmos dados.
Mais ou menos como agora os vândalos da velha Albion virem dizer que não podem ser julgados porque as câmaras que gravaram não são legais.
Muita escola...
Tinha chegado ao ponto de ir a tribunal mentir para tentar com que um colega fosse despedido.
Mentir a bom mentir, como só os profissionais da coisa sabem fazer.
Ou os estudiosos...
Qual o crime do tal colega perguntam os meus amigos?
Numa tarde de paragem laboral legalmente convocada, o dito criminoso tinha tido a infelicidade de aceder ao sistema de camionagem para visualizar o que se passava.
O que se passava era que dois dos seus colegas, escamoteados numa unidade hoteleira da capital, fazendo tábua rasa de toda a legalidade, eis que despachavam os planos de viagem de centenas de camionetas.
Dois deles a fazerem o trabalho de muitos.
Deve ter saído coisa bonita...
O que saiu mesmo feio foi o nosso criminoso, que infelizmente foi mandado para casa sem direito a contraditório.
A justiça, tantas vezes incompreendida, lá se portou bem e uma providência cautelar foi aceite, de modo que o rapaz em casa ficou, mas kwanzas para o cerelac das crianças sempre foi havendo.
Na sessão em tribunal, o nosso druida da pesada apresenta-se num belo fato escuro e reforça que a entrada no sistema, foi das piores coisas que se podiam fazer.
Por pouco não houve uma hecatombe global, com Camionetas chocando umas nas outras, lançando labaredas mil, num espectáculo de luz e fogo, só comparável aos fins do ano, naquela ilha do atlântico, governada por um senhor simpático que também desfila no Carnaval.
Kwanzas a quanto obrigas.
E a cervical ia cedendo...
O druida da ligeira, esse vivia outro drama.
Sempre tinha sido mais inteligente que os outros e tentava manter a postura de amigo fiel e companheiro. A tal de Golden Retriever.
Mas os kwanzas eram os kwanzas.
Aos poucos ia-se incompatibilizando com tudo e todos, amigos de longa data inclusive.
Quem o ouvisse falar, ficaria com a nítida noção que todos eram bandidos à excepção dele próprio que carregava uma aura de justiça e dignidade sem igual.
E muito a apregoava.
Normalmente é assim...
Aliás, quem o ouvisse, não conseguiria afastar da sua cabeça aquela imagem do tipo que vai na auto-estrada e que se interroga porque raio vai toda a gente em contramão.
Coisas do código da estrada, e de outros códigos, já esquecidos pelos druidas.
A coisa tinha chegado a um ponto que os seus ajudantes de campo tinham dito um basta.
Não estavam para continuar conotados com aquela trapalhada e eis que se demitem, tentando não perder a dignidade.
O nosso druida, confrontado com este problema, começa um périplo de convites tentando recrutar para a função algum rapaz mais desavisado.
Mas as notícias viajam mais rápido que os raios de sol e ninguém do seu circulo mais próximo queria ficar colado às diabruras que se iam cometendo.
Não percebendo a mensagem e achando que a demissão era para os fracos, sim que os kwanzas aqui não têm lugar, o nosso druida resolve montar uma escala de serviço em que a cada dia um dos rapazes ajudantes estaria incumbido das práticas druidais.
Assim foi vivendo durante meses, mas não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe e tentando uma acção de último recurso, qual clube de futebol russo em que a habilidade é pouca mas os Rublos abundam, eis que recorre à contratação de um ponta de lança de craveira internacional, sem ligação ao clube, mas com pergaminhos de goleador.
Rapaz esse que teria sido uma antiga escolha para o cargo, mas que por uma questão de cervical, havia sido preterido.
Uma aliança improvável, mas a realpolitik é isto mesmo.
E a cervical ia cedendo...
Seria este o apaziguador da claque, já tão desavinda ou apenas mais um balão de oxigénio para a manutenção do status quo?
E a cervical deste reforço de fim de época, manterá a firmeza?
O tempo nos trará a resposta.
E com a história já longa eis que chegamos ao nosso druida grande, o chefe da pandilha de saqueadores.
Este tinha sido a desilusão maior de muitos camionistas.
Anteriormente fora um rapaz decente e cheio de energia positiva, sempre gerando simpatias e unanimidades.
Hoje estava mudado.
Não compreendia a diferença de opiniões, não compreendia que os kwanzas não eram tudo.
Vivia enclausurado nas Cabines-Simulador, aquelas em que os camionistas treinam para saber o que fazer quando salta uma roda, mostrando toda a sua sapiência e iluminando o caminho dos seus pares.
De tal modo vivia obcecado pela iluminação dos caminhos alheios e ensino da arte, que quis o destino que o nosso druida estivesse numa Cabine-Simulador, na precisa hora em que a sua continuação neste mundo de Deus visse a luz do dia.
Ele, que poderia estar a acompanhar o nascimento de uma nova vida, a continuação da sua, por dedicação à causa não estava.
Poderão os Amigos ouvintes não entender a opção, mas o que é isso de assistir ao nascimento de novas vidas senão coisas de poetas e líricos, comparado com a nobre missão de ensinar mais uns camionistas a levar a missão a bom porto.
Ah e os kwanzas claro está….
E é num desses Camiões-Simulador que acontece a última tropelia e a mais recente coincidência.
Os intervenientes?
Um Camionista-Principal, Homem alto e de nome sonante, provecta idade, cabelos prateados de sabedoria acumulada, um Senhor, com as suas manias, quem as não têm, mas um Senhor e do outro lado, o druida grande.
A esse Homem, de méritos e serviços firmados no seio da CACA, com um passado de dedicação à causa CACAL, é marcada por coincidência uma sessão de Camião-Simulador em que será avaliado nas suas aptidões para a Condução, pelo tal druida.
Coincidências do sistema, pois o facto de haver uma acção judicial que opunha o nosso camionista à CACA, CACA essa representada pelo druida, nada podia ser senão uma terrível coincidência.
O nosso Camionista, do alto dos seus cabelos brancos não achou graça à coincidência e aquando do encontro, apresenta os respeitosos cumprimentos, mas recusa-se a estender a mão ao druida, pois não embarca em velhacarias e tem-nos no sitio.
É compreensível que não estendesse a mão, pois é a mesma que acaricia os que lhe são queridos.
Há que ter mínimos...
O druida inicialmente enfurecido diz que sem bacalhau isto não vai.
O nosso Condutor, olhando de soslaio diz que nem pensar, considere-se cumprimentado e que por ele está tudo sanado, vamos lá tratar do Camião-Simulador, mais trabalho e menos conversa, faz favor.
O druida grande, esperto e maquiavélico alude à sua grande sensibilidade e dá por terminada a coisa, pois diz não ter condições psicológicas para continuar.
E promete vingança.
E a vingança chegou.
Usando os meios CACAIS ao dispor eis que toma lá um processo disciplinar por não me teres estendido a mão.
Para aprenderem que comigo ninguém brinca e bacalhaus enquanto te espeto a faca no rim é que é.
Tenho a certeza que irão invocar mais meia dúzia de razões, mas a verdade é esta, não me estendeste a mão, eu não brinco, porque fiquei magoado e alterado psicologicamente.
Bonito sem dúvida.
E dá que pensar, pois quando vierem aludir ao facto que o druida grande deixou de ter condições psicológicas para a coisa, devido a um simples aperto de mão, ou à falta dele, estaremos perante um caso bonito nos media e que irá arrepiar o comum dos cidadãos.
Que pensará o povo unido do perfil dos condutores e instrutores da CACA, quando se deixam alterar por uma minudência destas.
E que fará este druida um dia que algo realmente grave aconteça, um problema técnico a sério.
Ou um dia em que alguém que viaje na Camioneta lhe faça frente, que acontecerá e que fará o nosso druida?
Xixi talvez...
Mas o povo será o melhor juiz, porque estas coisas são difíceis de manter escondidas.
E o nosso druida mor perguntam os amigos?
Sei lá, anda desaparecido.
Entretanto os homens da UPA mandaram uma comunicação em que mostram que havia alguma rapaziada que pegava nas Camionetas e entrava em terras estranhas munido de documentação assim-assim, mais ou menos e tal, coisa mesmo...
Não pega bem e caso houvesse algum druida da CACA que lesse estas histórias, deixaria aqui um conselho, que seria o de pouparem nos kwanzas dos aumentos druidais e reverterem esses mesmo kwanzas para a compra de documentos tipo...legais.
Mas isto é muita petulância da minha parte pois bem sei que estes pequenos contos nenhuma repercussão têm e por isso remeto-me ao silêncio.
E no meio desta história toda, de tanta trapalhada, de tanta cervical moída, volto à citação inicial, complementando-a com outra de D. Carlota Joaquina, mulher de D. João VI, que ao ver que tem que ajudar seu marido, dirige-se a um dos Generais e diz, “Vá e corte-me, corte-me cabeças” e, tal como D. João previa felizmente havia luar e as cabeças rolaram.
E nós, vamos cortar cabeças ou vamos deixar a lua cheia passar?

quinta-feira, julho 28, 2011

As 10 Maiores Mentiras e Autojustificativas Druidais

Uma compilação de frases que todos nós já ouvimos pelo menos 1 vez, ou 2, ou 50...
Vejam lá se não é.


01. Não estou vendido ao Sistema. Estou a combatê-lo por dentro.

02. Se eu não aceitasse, eles dariam o cargo a outro e seria pior.

03. Não fui eu que fiz o mundo.

04. Agora não posso mais recusar.

05. Eu nem sabia o que estava a assinar.

06. Ordens são ordens.

07. Faço isto porque sou teu amigo.

08. Eu não gosto disto, gosto mesmo é da "linha".

09. A mim não me compram, a minha dignidade está acima disso.

10. Eu não fui aumentado.

terça-feira, julho 26, 2011

Druida - A Definição

Boa noite Amigos Ouvintes
Ao longo desta vida de histórias e ficções, tenho recebido várias palavras de incentivo, alguns insultos (poucos é certo) e algumas questões.
Uma, que me tem chegado com mais frequência, e que igualmente me intriga é qual a origem do universo.
Porque estamos aqui, de onde vimos e para onde vamos.
Lamento mas mesmo pesquisando a fundo, continuo a não encontrar explicação, de modo que neste capitulo, temo não poder ser-vos útil.
Outra mais terrena é qual a definição de druida.
O que é um druida, como o posso identificar à distância, é uma das questões que os Amigos Ouvintes querem ver respondidas.
Nesta, sem dúvida e infelizmente consigo ajudar.
Ora bem, sem querer alongar-me muito, tentei definir um druida em 10 pontos para que assim seja de mais fácil reconhecimento na rua e todos possam tomar as devidas precauções sanitárias.
As doenças andam aí...
Alerto no entanto para as confusões que podem surgir.
São muitas mas a mais frequente e compreensível, é a notavel semelhança existente entre o Druida e o Sabujo, animal ao qual aludimos anteriormente em post antigo.
Nascem ambos do mesmo tipo de mãe, meretriz por natureza, e crescem por norma com o mesmo tipo de fio condutor.
Sem valores a não ser a cega ambição.
É verdade que ambos têm características comuns desde a nascença, porém na realidade não são iguais e há que saber distingui-los.
Um sabujo nem sempre é druida, aliás podemos chamá-lo de druida wannabe, ao passo que um druida é um sabujo que se deu bem.
É como confundir lubrificação vaginal com orgasmo.
Parece igual mas não é...
Por isso, para acabar com todas as especulações, aqui vos deixo as 10 características principais dos druidas.
Espero que vos seja útil.

Ser Druida é:

01. É engolir sapos dos chefes da CACA e não ter indigestão

02. É apregoar o diálogo em que o poder fala e o outro escuta

03. É ver o que não existe, sem ver a miséria alheia

04. É não ter religião, mas não deixar de cortejar o padre

05. É no meio da mais degradante desonra encontrar sempre uma desculpa honrosa, mesmo que falsa.

06. É flexionar a espinha, a vocação e a alma em longas prostrações ante o poder

07. É tentar limpar indignidades, projectando para a história, uma biografia no mínimo improvável

08. É estar sempre pronto a usufruir diariamente de pequenas vantagens em detrimento dos seus pares

09. É rir do que não tem graça

10. É mentir sem vergonha de ser apanhado

E com esta pequena reflexão espero ter contribuido para um maior esclarecimento da questão.
Até já

Os 13 Mandamentos dos Druidas

01. Desrespeitarei todos os meus semelhantes independentemente de antiguidade ou serviços prestados

02. Usarei todas as diabólicas oportunidades que oferece a vida das camionetas para infernizar a vida alheia.

03. Farei da minha conduta um exemplo hediondo de intolerância e canalhice

04. Não dormirei não descansarei enquanto houver qualquer possibilidade de criar atrito entre o grupo de Condutores

05. Usarei todos os meios ao meu alcance, para lançar a revolta contra os condutores, nem que para isso utilize mentiras e falsidades.

06. Recusar-me-ei a viver nesse mundo de horror em que o respeito pela lei escrita seja uma constante.

07. Impedirei, sem medir sacrifícios, a liberdade de expressão de qualquer pessoa que discorde de mim ou dos meus pontos de vista mais reles.

08. Procurarei cercear a liberdade alheia, recorrendo à intriga e delação.

09. Procurarei diminuir a crença no certo, o optimismo no futuro e a esperança.

10. Praticarei a ofensa, não pouparei a rectidão e a honestidade, destruindo-as onde quer que as encontre.

11. Recompensarei os vendidos, tirando aos restantes se tal for necessário.

12. Serei um artificie do litígio e do atrito, sempre travestido de tolerante.

13. Serei Druida

segunda-feira, julho 18, 2011

Turbant Air - Crónica Real-Time

Bom dia Amigos Ouvintes
Faço hoje a primeira crónica em directo de um evento social.
Pensarão vocês, olha este já se rendeu às patranhas do lobby rosa (o das revistas claro está...), a seguir está metido com bandidos ou pior ainda, metido com os druidas.
Puro engano meus Amigos, puro engano.
Na realidade não estou em nenhuma festa de qualquer revista manhosa, nem no lançamento de um novo SPA para tratar da beleza, nem na minha sala de estar, rodeado da criançada sorridente com a roupa "daquela" marca.
Não estou na neve a deixar-me fotografar a troco de uma viagenzita, nem no sol caribenho de mojito na mão.
Onde estou eu perguntam vocês?
Fácil Amigos, estou entre vários de vocês a assistir a esta apresentação nacional da Turbant Air.
E o que é a Turbant Air indagam neste momento os 7 Amigos ouvintes que não receberam o mail da LAPA.
Passo a explicar.
A Turbant Air é uma empresa de camionagem pesadissima, com origem num reino das Arábias e que munida de muita convicção, aportou na pátria que nos pariu com o intuito de tentar recrutar alguma rapaziada Camionista descontente.
Fizeram foi as contas por baixo e a sala está pequena para tantas presenças.
Acho que pela composição desta sala os druidas da CACA vão ter que acelerar a formação de mais rapazes condutores...
Estou certo que neste momento já saberão os nomes de quase todos que aqui estão, pois vejo no canto esquerdo de bloco na mão, um druidazeco daqueles mais low-profile que concerteza se encarregará de divulgar a quem de direito o nome e numero dos alegres convivas.
Mas nada temam Amigos, nada temam, é mais o medo que os move que outra coisa, por isso fiquem descansados que ainda estamos num país livre.
Ainda...
Não deixa no entanto de ser sintomático o cheio que está esta sala.
E sei porquê, e vocês também.
Os condutores estão fartos dos druidas, fartinhos da sua velhacaria, arrogância e imoralidade.
Sempre com aquele ar de muitos amigos, mas que traz aquela faca pequenina que nos vão enterrando nas costas.
Sempre com amizade...
Só assim se explica o numero crescente de condutores que undercover já se deslocaram as instalações da Turbant Air para realizar os testes e aqueles que ainda irão num futuro próximo.
Dirão vocês que do ir ao sair vai um grande caminho.
Verdade.
Mas um condutor principal, que está disposto a sair da empresa de camionagem onde cresceu e ir para outra recomeçar a vida como condutor-ajudante, diz muito do estado de insatisfação latente.
A própria Associação dos Condutores mandar um mail a avisar do evento, além de caricato, é sempre um sinal de que algo vai mal.
Será que a CACA vai perceber?
Não sei, aquela rapaziada vive num mundinho muito próprio...
No entanto são considerações que terão de ficar para outra altura pois agora tenho de olhar para isto com atenção, não vá eles quererem levar-me junto.
Eu de turbante a comer queijo sem parar.
Ha vidas piores...
Voltarei ao vosso contacto com relatos mais detalhados.
E tantos de vocês à minha volta sem imaginar que eu estou a fazer uma crónica na hora...
Viva a tecnologia.

quinta-feira, julho 14, 2011

Army of One - Parte II

Boa tarde Amigos Ouvintes.
Tudo bonzinho por essas bandas?
Óptimo.
Aqui pelos lados da CACA a coisa não há maneira de melhorar, pelo contrário.
O que vos vou contar sei-o através de relatos de palavra de honra, não de documentos “furtados”, que embora se provem verdadeiros, carregam sempre esse ónus.
Como todos sabemos, a arrogância nunca foi coisa que passasse com o tempo.
Pelo contrário Amigos Ouvintes, a arrogância é bicho que entra no sistema sanguíneo e corrói lentamente qual cancro correndo livre num organismo saudável.
Corrói a dignidade, a decência, a moral e os valores.
Corrói tudo e as células boas deixam-se vencer aos poucos, entorpecidas pelas falinhas mansas e palmadinhas nas costas.
Conta-me fonte segura, que recentes estudos médicos revelam sem sobra de dúvida que muitos dos chefes da CACA já estão completamente corroídos pelo bicho e que a única maneira de o extirpar será pela força.
E qual é a força que podemos ter perguntam os Amigos Ouvintes, já pensando nos problemas económicos desta pátria que nos pariu.
Que não é a melhor altura, porque o país está mal dizem, é verdade, e mais vale sempre irmos tendo isto do que deitar tudo a perder.
Sempre vai dando para o crédito do LCD 3D que aquilo é um luxo, com jogadores musculados dentro da nossa sala e moças de seios fartos tão perto, tão perto que se sente o odor a perfume barato que exala das ditas moças.
Podemos sempre utilizar igualmente o argumento do "não ser a sede própria".
Aliás argumento frequentemente utilizado pelos druidas sempre que são confrontados com algo que os desagrade.
Ah e tal, os senhores foram aumentados.
Pois, mas não é a sede própria.
Ah, os senhores não cumprem a lei.
Pois, mas não é a sede própria.
Eu compreendo, também concordo que a sede própria para tratar estes senhores seria outra e com outros métodos...
Com a situação do país em espiral descendente, muitos ainda defendem a velha teoria do “enquanto não me vierem apanhar a mim deixa-me estar aqui quietinho”.
A técnica da avestruz.
Pois é Amigos Ouvintes, mas o descontentamento vai crescendo, crescendo e chegou-se a um ponto de não retorno.
O que fazer então era o que assaltava as mentes dos Condutores da CACA?
Continuar a levar as camionetas a bom porto mesmo com estes ataques constantes à classe de Condutores?
Continuar a aceitar esta falsa moral, que tenta despedir condutores por motivos surreais, que despede gente válida baseado em mentiras e dorme descansado?
Não, não podia ser.
Hipóteses tinham de ser pensadas e agir era um imperativo.
Uns defendiam, como já ouvi, o chamado Esmaga-Druida.
Esta jogada táctica, quais gregos desesperados em fim de ciclo, consistiria no arremesso constante e certeiro de paralelos e outros calhaus aos carros, cabeças e afins dos ditos druidas.
Uns há que já conseguiram as moradas dos druidas para lá ir fazer xixi à porta…
Um pouco radical é certo, mas sem dúvida divertido e um pagode de história para contar naquelas noites de inverno à lareira, em que nada de bom passa nos 359 canais.
Outros defendem a CarmenWay que consistiria em convocatórias manhosas, pela rede digital, arrastando um monte de desocupados de braço no ar, para acções apatetadas?
Outros defendem o dialogo.
Há sempre uns patos que defendem o dialogo com o caçador…
Não nada disso.
Os homens da CACA não são burros e já estão a decidir pelo melhor caminho.
Army of One lembram-se?
Vamos atacar a CACA onde dói mais, no seu próprio quintal, é este o seu pensamento.
Usando a prerrogativa de Condutor-Principal eis que de repente tudo muda.
E onde se verifica essa luta perguntam vocês?
As regras são simples.
A principal é só uma.
Os jeitinhos acabam e a despesa aumenta.
Já diz o ditado, “jeitinhos, fazem as mulheres de má vida”.
Os Condutores da CACA na sua maioria não se incluem nessa categoria, embora alguns haja, que provavelmente descendem de mães que abraçam a profissão…
Adiante.
O relatório de Poupança de gasóleo só veio confirmar o que já se dizia.
Não entenderam? Eu explico.
Na CACA, devido aos problemas económicos, instituiu-se que todos poupariam gasóleo sempre que pudessem.
Era pacífico, bom para os cofres da empresa e ajudaria o ambiente, o que nestes tempos de politicamente correcto, cai sempre bem na opinião pública, dá gordas nos periódicos e envaidece os promotores da iniciativa.
E a coisa tem corrido até que…
Até que é divulgado o relatório dos primeiros 6 meses do ano.
Que fartote.
O despesismo chegou na forma de reacção.
Parece que a rapaziada afinal é accionista das gasolineiras e num flic-flac à retaguarda eis que começou a gastar à Tripa-forra.
Sempre quis usar a expressão Tripa-forra numa crónica e eis que hoje tenho essa oportunidade.
Obrigado Amigos.
O Druida-Mor não se conteve com tão maus resultados, e com a azia por estrela-guia, teve que dar largas ao seu latim, tentando sensibilizar os Condutores para que não entrassem por estes caminhos.
Os ínvios caminhos do despesismo.
Enfim, como vive alheado da realidade, não esperaria este resultado, mas estivesse mais atento e ouvisse conversas de terminal, e a surpresa teria sido escusada.
Pouparíamos em estupefacção e ganharíamos em realidade.
Reality-Check.
Casos e mais casos, é só ouvir as conversas de terminal, apenas confirmadas pelos números.
Desligar o ar condicionado dizem uns? Nem pensar.
Chego aos terminais e sempre que eles deixam, o gerador de popa fica a rodar.
Calor, passem “eles” se quiserem.
Ir a 120 pra poupar?
Nã, nada disso, é sempre a dar, que o que meto nos tanques é pra gastar.
Ajudar esses rapazes que nos ligam para mudarmos uma viagem porque alguém faltou ou porque há falta de condutores?
Nem atendo.
Os chefes, já se aperceberam da coisa e tentam aquilo que os velhacos sem carácter tentam, sempre que se vêem num problema.
A intimidação, a mentira, os jogos de contra-informação, enfim a javardice moral habitual.
Mas isso não irá resultar.
Não irá mesmo meus amigos e sabem porquê?
Porque nós já começámos e iremos continuar a mostrar como isto tudo terminará.
Quando todos nós mostrarmos que não aturamos mais o desvario desta gentalha ignóbil e vil, que nos tem governado, isto terminará.
Quando os gestores da CACA entenderem que com estes druidas o que perdem em gasóleo e em viabilidade de operação, é mais do que ganham com a sua javardice moral, isto terminará.
Quando os gestores da CACA sentirem que os druidas já não têm capacidade de missão, isto terminará.
Quando as Camionetas não forem optimizadas por os tempos de rotação aumentarem devido aos pequenos grãos que todos sabem pôr na engrenagem, isto terminará.
Quando os gestores da CACA virem a venda da mesma ameaçada por não querermos colaborar com estes patetas, isto terminará.
Quando muitos de nós, não mais estivermos dispostos a calar as canalhices que fazem a gente válida ao nosso lado, isto terminará.
Quando olharmos para esta escumalha humana e as suas mãos ficarem estendidas no ar, por os 20 anos que temos de conhecimento mútuo, não compensarem as pilantrices que têm feito, isto terminará.
Quando assumirmos que o próximo podemos ser nós, isto terminará.
Pela minha parte, continuarei a viajar em excesso de velocidade, não desligarei o gerador de popa, o ar condicionado estará sempre ligado, no máximo e em duplicado, e se precisarem da minha boa vontade, irão encontrar um grande reduto de nada.
E o relatório de Dezembro será pior...
Mas desenganem-se.
Ao contrário de muitos, não tenho raiva.
Não, nada disso, neste momento o que me conduz é uma paz interior pois sei que esse caminho é o meu.
Estou em paz, pois levei a guerra para o quintal da CACA e lá ela vai ficar.
Não vou esperar ser o próximo e já estou a dar despesa.
E vocês?